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Cidade Nenhuma

Autores Luís Belo (Fotografias)
Bruno Ministro (Poemas)
Dimensões A5 (210x148mm)
N.º Páginas 64
Miolo Papel branco 120g, impressão a cores
Conteúdo Fotografia & Poemas
Capa Impressão offset a prateado.
Em papel negro de 300g.
N.º de Exemplares 70 (1.º edição)
Ano 2014
ISBN 978-989-99240-0-0
Preço 17€ (portes incluídos)

Sobre a publicação

Cidade Nenhuma é o segundo livro de fotografia de Luís Belo. Depois de Emergir, um registo saudosista, que acompanhou com poesia escrita por si, nesta nova publicação continuam a existir palavras a acompanhar as imagens, mas é Bruno Ministro que lhes dá forma, e fá-lo com particular destreza. Num registo experimental, com a linguagem verbal a ser explorada sob diversas perspectivas, o texto não se limita a acompanhar o leitor na descodificação das fotografias. O jogo de produção de significado é baralhado ao fornecer linhas diversas e divergentes para a leitura das imagens e das próprias palavras. Se as fotografias podiam existir neste livro sem os poemas e se os poemas podiam existir neste livro sem as fotografias, a verdade é que não é isso que acontece: a palavra existe junto da imagem e a imagem junto da palavra. E é nessa comunhão e/ou confronto que a leitura se tece.



Pelo Luís Belo (autor das fotografias)

A cidade que aqui se representa não tem nome, ou melhor, tem nome, mas é como se não o tivesse. Esta cidade é Viseu, mas é como se não o fosse. Esta cidade que é aquela onde vivo é também uma cidade que cresceu para cima e para os lados e aos poucos tornou-se cidade como todas as outras, e todas as outras são como esta.

Estas fotografias representam uma cidade, não necessariamente aquela que captam. Mostram, de forma quase clínica, a sua beleza, frieza e simetria. A ausência do ser humano em desprimor do betão. Um céu nublado em vez de um sol emocional.


Pelo Bruno Ministro (autor dos poemas)

Não sei se estive em Viseu mais de duas vezes. Ainda assim, através das fotografias do Luís, deambulei por vários cantos e recantos da cidade. Mas é esta cidade ainda Viseu? Não creio. O que o conjunto de fotografias deste livro faz é apresentar uma cidade nenhuma que poderia ser qualquer cidade. A descaracterização, o carácter solidamente áspero das fotografias, a procura da construção do não-lugar por meio de uma objectiva muito objectiva, permite afirmar que aqui a fotografia não retrata, não toma um momento e um objecto do presente para o fixar e representar. O que acredito que estas fotografias fazem - e foi daí que o meu trabalho poético partiu - é criar mundos outros (porque quem cria uma cidade, cria um mundo). E o que acontece quando em cima de um mundo que é já outro lhe colocamos um outro mundo feito de um outro material?





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